Nelito Wiggers

Nelito Wiggers

Nascido em Rio Fortuna, em Santa Catarina, Nelito Wiggers é sócio proprietário da Desentupidora Coqueiros à 12 anos, mas trabalha resolvendo problemas de desentupimento, encanamento, eletricidade, limpeza de fossa e de caixa d’água na região da Grande Florianópolis a mais de 2 décadas. Morador do bairro Coqueiros e grande conhecedor dos problemas hidráulicos e prediais que as pessoas atravessam no seu dia-a-dia, ele descobriu que além de prestar serviços de qualidade com sua empresa, poderia também ajudar as pessoas escrevendo artigos, com dicas simples e eficazes, em seu blog na Internet.

   Quando não há sistema de esgoto adequado para a população esta, sem os devidos conhecimentos técnicos e instruções, acabam por construir apenas um buraco na terra ou uma caixa enterrada de alvenaria onde fica acumulado todo esgoto sanitário de suas casas, o que é considerado um crime ambiental. A solução mais eficaz seria a construção de uma fossa séptica, evitando que todo o efluente sanitário seja lançado no solo poluindo o mesmo e também o lençol freático com coliformes, o que posteriormente contaminará a água dos rios e da mina d’água mais próxima.

   Conforme a norma técnica brasileira NBR 7229, as fossas sépticas são uma maneira simples e barata de disposição dos esgotos indicada, sobretudo, para a zona rural ou residências isoladas. Elas são unidades de tratamento primário de esgoto doméstico nas quais são feitas a separação e a transformação físico-química da matéria sólida contida no esgoto. A fossa é composta de uma caixa previamente dimensionada, impermeável e isolada do solo, onde as bactérias anaeróbicas digerem todos os elementos no esgoto, especialmente os sólidos.

   Para garantir a construção adequada da fossa é imprescindível consultar um engenheiro ou empresa especializada, pois quando construída de forma incorreta, o proprietário da residência estará contribuindo com a poluição do meio ambiente que pode causar sérios problemas de saúde a população, e ainda, caso denunciado será obrigado a pagar severa multa. 

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   Manter a caixa d’água limpa é de extrema importância para o consumidor da água, mas com que frequência é necessário fazer a sua limpeza?

   Recomenda-se que ela seja adequadamente limpa no mínimo a cada seis meses e de preferência por pessoal qualificado, pois a sua a má limpeza deixando vestígios de animais ou plantas apodrecidos, ou ainda, a limpeza excessiva, resultando no acúmulo de produtos químicos no interior da caixa, pode acarretar em problemas sérios de saúde para quem ingeri-la.

   A sujeira que surge após um determinado tempo sem a limpeza da caixa  também é outro problema. Quando acumulada no reservatório acaba sendo ingerida pelo consumidor. Esse cuidado pode ser tido observando sempre o gosto, cor e cheiro da água que sai pela torneira.

   Por fim, deve-se ter um cuidado especial com as casas que ficam muito tempo sem residentes, como as casas de praia e sítios utilizados apenas para passar as férias especialmente no verão. Como o consumo não é muito frequente nestes imóveis, a limpeza de caixa d’água acaba sendo esquecida pelos moradores ou zeladores. Se a casa for, por exemplo, mais velha e a caixa d’água também, o risco de a tampa estar rachada ou até mesmo fora do lugar é grande, podendo a água além de estar contaminada, ter sido foco da proliferação da dengue.

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  1. Usar apenas um registro para a casa inteira.

   O certo é colocar um registro em cada ambiente onde houver pontos de água. Com isso, havendo algum problema é possível fechar apenas o trecho necessário, e não ficar sem água na casa toda.

  1. Não dar atenção à marca dos tubos e conexões na hora de comprar. 

   Não só a qualidade do material é importante, mas também seguir com a mesma marca em todos os ambientes da casa, pois mesmo que as peças pareçam iguais elas não são. Isso acarreta em má conexão entre elas podendo haver vazamentos. Portanto, é necessário certificar-se que as peças sejam compradas da mesma marca para a casa toda.

  1. Armazenar os tubos e as conexões de forma incorreta.

   Durante a obra os tubos devem ser guardados sempre na posição horizontal. As conexões devem ficar em sacos ou caixas e estes devem ficar em local sombreado, sem tomar sol direto para não danificar.

  1. Não guardar um plano de instalação hidráulica depois da obra.

   Após a finalização da obra o melhor a fazer é ter um projeto ou planta de hidráulica, pois como os canos não ficam visíveis é difícil memorizar onde eles se encontram, ocasionando problemas quando for fazer uma reforma, por exemplo. Se não for possível, peça ao encanador para fazer um desenho dos cômodos. Outra forma de garantir a informação é combinar com o encanador e o pedreiro para tirar fotos de todas as paredes e do chão com os tubos aparentes, antes das paredes e piso serem fechados.

  1. Esquecer pontos de saída de água para aparelhos e torneiras.

   Antes da obra é imprescindível saber exatamente quais os pontos de saída de água serão requisitados e onde eles ficarão para evitar que depois de a cozinha estar pronta com aquele revestimento lindo na parede da pia você lembrar que quer colocar um filtro de água na parede, mas não deixou um ponto hidráulico pra conectar. E agora tem que quebrar tudo – ou ficar sem o filtro. Lembre-se também que a altura de torneiras instaladas na bancada é diferente das torneiras que saem direto da parede. Também escolha antes o tipo de cuba que quer (de apoio, de embutir ou de sobrepor) para não errar essa medida.

 

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   A NR 10 é uma norma reguladora que estabelece os requisitos e condições mínimas de trabalho ao profissional eletricista e afins objetivando a utilização de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade, garantindo a segurança dos eletricistas e seus clientes.

   A norma visa evitar acidentes que muitas vezes podem ser fatais devido à falta de planejamento das atividades e também em simples procedimentos básicos de segurança que não são obedecidos. Ela aponta requisitos rígidos como a presença de um profissional legalmente habilitado como responsável técnico das empresas que prestam serviços, além da realização do treinamento chamado de “Segurança em Instalações Elétricas e Serviços com Eletricidade” para os trabalhadores autorizados com certificado, obter a regularização do número de horas extras diárias.

   Nas empresas a norma pressupõe a Constituição ou regularização da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, conhecido como CIPA, onde qualquer tipo de empresa terceirizada em serviços de eletricistas deve obter vinculo com a CIPA e com o SESMT.

   Ela ainda aponta programas de proteção ao profissional do ramo, como o Desenvolvimento do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), com o intuito de fazer levantamentos e avaliações, os riscos nos postos de trabalho de campo existentes nas frentes de serviços.

   Por fim, sobre os equipamentos em geral, a norma regulariza o desenvolvimento e suporte às frentes de trabalho com equipamentos e métodos de resgate compatíveis e adequados às atividades desenvolvidas, mas a empresa é quem fica responsável pela manutenção dos equipamentos de segurança.

 

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